Qual o caminho do crescimento de uma empresa?
Por mais que se diga que não há uma “receita de bolo” ou “fórmula mágica” para crescimento empresarial, há tempos grandes gestores buscam afinco e estudam os caminhos percorridos pelas grandes empresas para chegarem até o topo e o que fizeram para isso acontecer!
Um desses grandes nomes da gestão é o Consultor Ph.D. Ichak Adizes com sua experiência prestando serviços para centenas de organizações, e após anos de estudo e prática, chegou a uma metodologia explicando o processo de crescimento das empresas.
Essa metodologia é chamada de: “Os ciclos de vidas das organizações!
E com base nela iremos explicar as primeiras fases de vida que uma empresa, na qual se encontram todas os pequenos e médios negócios tem e as linhas gerais para passar por elas.
Primeiramente precisamos entender um conceito, todas as empresas assim como uma pessoa vai evoluindo, porém diferente de uma pessoa o amadurecimento de uma organização se dá não pelo tempo que se passa.
Mas sim pela forma como ela lida com problemas e como ela equilibra dois pilares: Flexibilidade para ação e controle das ações.
Justamente por isso, existem empresas centenárias que se mantem jovens e plenas, com uma boa capacidade de se reinventar, mas mantendo processos organizados e estáveis.
Assim como empresas com alguns poucos anos que ou vivem atoladas de problemas por falta de organização ou até algumas que tem uma série de procedimentos burocráticos desnecessários, o que deixa ela engessada sem conseguir fazer nada!
Pensando nisso, vamos falar primeiro sobre:
Flexibilidade e Controle.
Flexibilidade é a capacidade de uma empresa (e uma pessoa) fazerem coisas “fora do normal”, que fujam da rotina, mudar, inovar e com isso atender a demandas que os contextos externos exigem, seja um impacto, no atendimento de parceiros e clientes, como lidar com público interno.
Já o controle está ligado ao quanto a empresa tem estabilidade para planejar, executar de modo consistente, controlar informações e processos para que análise os dados e acontecimentos de modo sistêmico.
E pensando nesses primeiros elementos encontramos uma resposta para o que fazer uma empresa ser jovem e madura (uma empresa em plenitude).
Na metodologia, Adizes aponta a seguinte relação entre Flexibilidade e Controle:

Com base nisso a empresa sempre encontrará sua plenitude no ponto de convergência entre uma alta flexibilidade e uma processo de desenvolvimento de uma mentalidade e ferramentas de controle.
Isso quer dizer que, durante o desenvolvimento natural das empresas (assim como na vida) em um primeiro momento as organizações são altamente flexíveis, elas nascem de uma ideia de levar ao mercado algo novo e criativo, enquanto pequenas são capazes de se adaptar e modificar suas ações e seu curso, tudo com base no esforço e energia do dono, seja para as coisas boas, como para os incêndios diários que precisam ser resolvidos.
Porém, um primeiro desafio é passar a valorizar a o controle e desenvolver formas de implementar as ferramentas para organizar a empresa, e estabilizar suas operações dando assim liberdade para que a alta gestão se preocupe com assuntos mais pertinentes do que resolver pequenos problemas do dia a dia.
O próximo elemento do crescimento das empresas é a natureza dos problemas
E a melhor analogia para falar sobre isso é sobre a vida humana, Adizes ilustra o seguinte exemplo:
“Imagine uma pessoa que vive somente para dormir, chorar e comer, e para tudo depende dos pais, isso é um problema?
Depende…
Qual a fase de vida da pessoa? Ela é um bebê? Se sim estão, esses ‘problemas’ são normais e fazem parte desse período da vida, agora se a pessoa tem uma idade maior já começamos ter um problema anormal”.
Ichak Adizes
Na empresa acontece da mesma forma, no início do negócio a empresa precisa do seu (ou dos seus) fundado(res) o tempo inteiro, pois tudo vai girar e caminhar na medida em que o empreendedor aplica energia e trabalho operacional para fazer as coisas acontecerem.
Se nessa primeira fase o empresário faz um bom trabalho de se dedicar, e viver o negócio de modo que a empresa comece a ter mais clientes, mais colaboradores, mais processos e vá ganhando uma fatia do mercado em que atua. A empresa passa a fase da infância e vai para a fase que é chamada do “Toca-Toca”.
Nesse momento o empresário que antes vivia para resolver problemas operacionais da empresa, precisa obrigatoriamente mudar a forma de gestão para se preocupar com a estratégia.
Um parêntese, é que boa parte dos empresários que chegam nessa fase não entendem essa mudança e agem como se a empresa estivesse em seus primeiros meses de existência, resolvendo problemas da fase anterior, como escovar os dentes de um filho de 18 anos.
Por quando falamos da natureza dos problemas, existe apenas 4 tipos de problemas:
Tipos de problemas.
Sensações: problemas previsíveis e recorrentes para aquela fase de vida da empresa e que a empresa consegue com suas próprias forças lidar.
Exemplo: no início do negócio, falta controlada de caixa, necessidade de contratação de pessoas, etc…
Transição: Todos os problemas que não são previstos para aquela fase, mas que a empresa consegue resolvê-los.
Exemplo: Saída do empresário da operação e formação/ contratação de lideranças para fazer o controle das operações durante o crescimento da empresa.
Complexidades: São todos aqueles problemas rotineiros que não fazem (ou não deveriam fazer) parte do momento de vida da empresa.
Exemplo: proprietário que precisa ficar dando ordens para que os colaboradores trabalhem e controlando o dia a dia, mesmo após 5, 10, 15 ou até 40 anos de fundação da empresa.
Patologias: São problemas graves que não são previsíveis que podem levar a empresa a falência.
Exemplo: ciclo de endividamentos para cobrir erros de administração da organização.
Sintetizando os problemas podem ser organizados da seguinte forma:

Conhecendo sobre os elementos da plenitude e a natureza dos problemas nas empresas, o primeiro passo para trabalhar o desenvolvimento da organização é mapear os tipos de problemas que acontecem na empresa.
Se eles forem de sensação e transição as ações internas realizadas são sempre o suficiente para resolver os dilemas.
Agora se os problemas não se resolvem de fato com as ações das lideranças e da equipe, então é hora de buscar outros meios (externos) para lidar com isso!
Conte sempre conosco!
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